quinta-feira, 28 de abril de 2011

hoje postarei frases de um dos maiores gênios da música brasileira, cazuza.
é um pouco tardio este post, que deveria ter sido feito no último dia 04, quando ele completaria 53 anos. viva sempre!

"Tudo é tão simples que cabe num cartão postal...

"Como é estranha a natureza
morta dos que não tem dor.
Como é estéril a certeza
de quem vive sem amor...



"Nada nesse mundo é nunca mais...


"Cantando agente inventa.
Inventa um romance, uma saudade, uma mentira...
Cantando a gente faz história.
Foi gritando que eu aprendi a cantar:sem nenhum pudor, sem pecado. Canto pra espantar os demônios, pra juntar os amigos.
Pra sentir o mundo, pra seduzir a vida.


"Sou ariano. E ariano não pede licença, entra, arromba a porta. Nunca tive medo de me mostrar. Você pode ficar escondido em casa, protegido pelas paredes. Mas você tá vivo, e essa vida é pra se mostrar. Esse é o meu espetáculo. Só quem se mostra se encontra. Por mais que se perca no caminho.


prefiro esta final, me lembro do filme.


"O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraiso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não doi.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

então.
tenho andado um pouco angustiada, pra variar.
mas, é geralmente quando estou assim que me inspiro para escrever.
acho que isso é recorrente nas várias formas de se exteriorizar os sentimentos né?
quem faz música, prefere aproveitar destes momentos. já ouvi falar nisso.

não sei o que é. tenho estado inquieta, agitada, sem concentração.
não paro, nem minha cabeça.

os posts estão mais chatos, assim como me sinto: chata.
como uma folha a4, acho que se me guardarem dentro de um envelope ninguém perceberia.
é verdade.

seria interessante se me soltassem no vento, voaria pra longe.
pra perto do meu céu. perto de onde desejo estar.

meu desejo de um dia vazio.

terça-feira, 26 de abril de 2011

pois é.
as vezes acho que perco a inspiração e me perco no caminho.
tenho sentido uma angústia tão estranha.
um medo de alguma coisa que eu ainda não sei.
mas isso é passageiro.

mas sabe o que é isso: ausência da escrita.

quando fico muito tempo sem aparecer por aqui, minha cabeça fica cheia.
preciso esvaziá-la. então escrevo.

mas então, falaremos do que?
está aí um outro problema, neste divã de letras, pode sair qualquer coisa.
mas isso é o menos importante.

já me sinto melhor.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

"triste é viver só de solidão."

linda frase.
lindo sentimento.

sim, eu acho bonita a tristeza.
sim, eu acho bonita a solidão.
mas as duas juntas, aí já não sei.

ficar o tempo todo reclamando da vida
de estar sozinho.
viva.
junte-se.
a que ou a quem.

caminhe pela noite escura, olhando para o alto
aviste a lua, olhe pra ela, converse com ela.

no emaranhado de estrelas, encontrará a sua.
o que?
depende do que procura.

triste é ficar parado e definhar.
acabar o pensamento.
a expectativa.
o plano.
isso é morrer por dentro.
viver de carne não basta.
a casca acaba.
sobra o que somos.

terça-feira, 12 de abril de 2011

e não é que saiu, e eu nem tive tempo de falar sobre.
o disco novo de marcelo camelo, toque dela.
ouvi inteiro, gostei todo.
todo mesmo, mas tenho minhas preferências.
indicarei na primeira página, pois los hermanos e afins ocupam um lugar especial em minha vida.

a primeira música do disco que não consigo parar de ouvir é "vermelho". segue abaixo letra e música:

as vezes eu só quero descansar
desacreditar no espelho
ver o sol se pôr vermelho
acho graça
que isso sempre foi assim
mas você me chama pro mundo
e me faz sair do fundo de onde eu tô de novo
nada sei dessa tarde
se você não vem
sigo o sol na cidade
pra te procurar
eu bem sei onde tudo vai parar
já não tenho medo do mundo
sou filho da eternidade
trago nesses pés o vento
pra te carregar daqui
mas você sorri desse jeito
e eu que já perdi a hora e o lugar
aceito.
nada sei nessa tarde
se você não vem
sigo o sol na cidade
a te procurar
nada de meu nesse lugar
a cidade vai pensar
que nada aconteceu em vão
você vai me ligar então mais uma vez


quinta-feira, 7 de abril de 2011

se pudesse voltar no tempo, nada seria mudado.
ou melhor, viveria alguns momentos ao contrário.

viveria de ponta a cabeça
correria na grama
dançaria na chuva

talvez fosse feliz.

diria a verdade
contaria estórias
reinventaria sonhos
seria meus pensamentos.

acreditaria nas palavras
teria cantado aquela canção
pisado naquele chão de barro

teria sorrido.

bebido aquela água
comido aquele pão
abraçado tantas pessoas.

teria estendido as mãos.
ajudado.

mas, tudo isso mudaria o que hoje eu sou?
se voltasse e realmente fizesse tudo ao contrário
ou tudo que não fiz.
seria o oposto de quem sou hoje?

não, não.
gosto do que me tornei.
gosto da pessoa que sou.
dos pensamentos que tenho.
de minhas crenças.

conheço bem meus defeitos.
sei bem quais são meus medos, desvarios.

conheço bem e me aceito.
ninguém tem culpa do que sou.
nem eu.
não sou errada.
errado está quem pensa assim.

eu e eu. moro dentro de mim.
ninguém me conhece.
pequenas partes em (de)composição.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

sem muito o que dizer ultimamente.
do mesmo modo que fico bem, fico mal.
ando preocupada com a vida, com o fm do mundo anunciado.

preciso parar um pouco, mas não consigo.
as vezes sinto que estou afundando, minha cabeça não para.

preciso dormir.

sábado, 2 de abril de 2011

sábado.

antigamente era o pior dia da semana para mim.
atualmente todos são.
sempre agradeço por amanhecer, claro.
é sempre um milagre.

mas não sei se realmente tenho vivido cada segundo.
sou dedicada. tem oito anos que dedico, e divido, minha vida entre carreira e relacionamentos.
será que tenho aproveitado as duas coisas, os dois momentos, da melhor maneira possível?
não.
tenho certeza que não.

sou extremamente mau humorada, sempre.
mas as vezes me distraio e consigo não ser.
acho que involuntariamente maltrato amigos, amiga, mãe, irmã, noivo.
se tenho uma noite ruim, ou se falam o que não quero escutar, já era.
acabou meu dia.

tenho tentado melhorar.
mas é difícil. não posso deixar que qualquer problema me atrapalhe.
mas as vezes atrapalha.

tenho feito coisas em excesso.
principalmente, trabalhar.
tenho trabalhado muito.
vivido pouco.
e isso me deixa angustiada.
cansada. com sono.
as vezes com raiva.

não tenho sido boa amiga.
boa filha. talvez, seja melhor, irmã e noiva. talvez.

principalmente boa amiga. não sei se fiz o suficiente esta semana.
deveria ter feito mais, estado mais presente.
mas também não sei se atrapalharia, ou ajudaria. fiquei em dúvida.
sou fraca.

é, acho que o sábado continua sendo o pior dia da semana.
só ele me deixa assim.