terça-feira, 24 de maio de 2011

"se todos soubessem o peso das palavras, dariam mais valor ao silêncio". li esta frase num desses horóscopos do twitter, e estava relacionado ao meu signo, leão, o que não quer dizer muito, literalmente.
mas ela me chamou a atenção porque eu sou assim. esta sou eu, o silêncio em pessoa. não sou de falar muito, falar as vezes me cansa, tem dia que bato meu recorde mas não, esta não sou eu.
sou de ouvir. ouço tudo com atenção e guardo fundo na memória cada palavra dita, direcionada a mim, sendo ela boa ou má.
o silêncio muitas vezes incomoda, não sei porque. tantas foram as vezes em que, quieta, no meu silêncio, incomodei o mundo. chato isso.
- você é muda, não fala nada.
- olha lá a isa, só olhando.
mas eles são para isso mesmo. os olhos são para ver, a boca para sentir gostos diversos, vez ou outra, quando necessário, soletra palavras ao léu, palavras pesadas.
prefiro a brisa leve do silêncio. o silêncio de mim, dos meus pensamentos. o silêncio dos outros.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

semana passada, mais extamante na terça-feira, estava assistindo ao programa divã, da globo, que gosto muito. histórias muito boas, lilia cabral é uma ótima protagonista. e naquele programa falava-se de amizade. daquelas que importam mesmo, que estão para você em qualquer momento e situação, e a recíproca, neste caso, é verdadeira.
fiquei pensando nisso, nas amizades que tive ao longo desses vinte e sete anos de vida, uma trajetória interessante. quantos desses conhecidos permaneceram? quantos, muitas vezes chamados de amigos, ainda confidencio minhas mágoas e desapegos? nenhum.
não tenho contato com meus amigos de infância. me encontro com eles as vezes nas ruas, na correria do dia-a-dia, sobra tempo para uma breve lembrança dos tempos longínquos em que brincávamos de bola, pique-esconde, pega-pega, pique-altinha, bicicleta, queimada, futebol e tantas outras coisas, na pracinha imaginária do bairro.
estes e tantos outros se esvaíram no tempo, sumiram, foram embora, mal se lembram de minha existência. acredito que muitos devem ter se dado muito bem, outros nem tanto. somos sombras nas histórias e lembranças passadas.
ah sim, tem minhas amizades dos tempos da faculdade. estas sim, espero que agora permaneçam, caso contrário, estarei vazia, percorri tantos caminhos para que? se não tenho com quem relembrar aquelas histórias? passadas para muitos e muito presentes para mim.
eu não me esqueço de um só amigo (AMIGO) que tive. de verdade. me lembro de todos e cada um e em cada momento em que ele esteve presente.
mas a vida é assim mesmo, em cada momento pessoas diferentes chegam, depois vão embora, mas sempre deixam um pouco deles em nós, e espero que levem um pouoco de nós, de nossas melhores lembranças.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

"mas é preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana sempre"
preciso disso, de gana, de força, de raça para correr atrás da minha vida.
dos meus objetivos, dos meus planos, do que quero construir.
as vezes tenho a impressão que ando em ciclos.
caminho vendo sempre a mesma paisagem.
parece que estou no ponto morto, indo na mesma velocidade.
não quero mais isso. cansei de esperar.
quero que as coisas aconteçam, quero pensar, planejar.
sem expectativas. quero fazer.
tenho fé em mim e em  minhas convicções.
quero aumentar a fé em mim e em minhas convicções.
tudo o que eu quero, sinto que está bem próximo de minhas mãos.
o que falta??? vontade? não.
talves falte ânimo.
em breve, espero, tudo começará a acontecer.
fé em Deus e em mim.
ninguém me segura.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

sumi, né?
sem inspirações.
estou procurando em todos os lugares,
prováveis e improváveis, mas não estou conseguindo encontrá-la.
sempre a perco, não sei o que acontece.
ela vem e vai assim, muito fácil.

no momento estou em pânico, olhando fixamente para uma tela em branco.
sem inspirações, sem aspirações, sem vontade.

perder a vontade é como perder a fé.
é desacreditar de si. desanimar.

e desanimar é perder a alma, sair de mim (ou de você)
perder-se na imensidão branca, de uma folha que me consome.
estou vazia.