domingo, 24 de julho de 2011

há um tempo, quando eu tinha uns 10 anos de idade, escutei uma música chamada "como nossos pais" numa voz que me paralisou: elis regina. sem mais, aquela voz ficaria pra sempre em minha mente, e na minha opinião, é a maior que o brasil já teve. ela é, até hoje, em minha opinião, a melhor intérpete do país. mas há uns três anos, em 2007, ouvi uma outra voz, numa canção que se chamava "back to black", aquela voz me paralisou por um instante, só havia sentido aquilo com a voz de elis. alguns meses mais tarde ouvi outra música, "valerie", uma versão de uma banda inglesa, legal, mas que não chegava aos pés daquela voz, se é que vocês me entendem. aquela voz era de amy winehouse. no início deste ano, 2011, me reencontrei com esta voz, e me paralisei novamente, depois de elis, ela era a melhor. sem mais. não fazia força, só cantava, compunha, escrevia seu inferno e transformava aquilo em música. assim como elis, que não era compositora,mas cantava o inferno composto por outros. a força dessas duas, que hoje podem dividir o palco, fazem parte de minha vida. o triste é que o mesmo talento que elas dividem, a mesma voz que me emociona intensamente, se perdeu numa overdose de silêncio. naquele instante a voz não funcionou. nada adiantou. elas foram embora pelo mesmo motivo. mas serão eternas, pelo o que produziram, pelo que foram para muitos. e também para mim.

terça-feira, 19 de julho de 2011

cortei o pulso ao meio dia. três gotas de sangue sujaram o chão, que era de terra.
as gotas duraram pouco. logo veio a chuva e levou todo o mal que eu sentia, junto com aquele sangue impuro.
adormeci. o corte não foi profundo.
ouvia vozes ao longe, me gritando. não consegui ignorar.
abri os olhos e me vi correndo em minha direção.
estava desesperada, suja, sozinha. naquele momento não entendia o que estava acontecendo e me entristeci.
senti uma lágrima cair do meu olho esquerdo. resolvi fechar os olhos novamente.
acordei.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

palavras são ditas muitas vezes sem pensar.
sem nenhuma reflexão, são lançadas ao mar, no ar.
em mim. em você.
mas, ao contrário, me sinto numa tempestade de palavras não ditas.
numa chuva escura.
tento enxegar uma luz que parace fria.
me sufoco.
quase me afogo.
tento me encontrar neste emaranhado e não consigo.
me perdi de mim.
a falta das palavras fazem isso.
a falta do verbo.
a falta do existir.

sábado, 9 de julho de 2011

sinto falta de sorrir.
ou melhor, do seu sorriso.
sinto falta de sorrir.
sim, de sentir o meu sorriso.
sinto falta de ser feliz.
sei que a felicidade é um mistério.
o que a faz existir?
o que nos faz senti-la?
entre o início e o fim está a resposta.
espaço tão curto.
tempo tão pouco.
sinto falta do seu ânimo.
de sua vida.
compartilhada com a minha.
sinto falta de você.
mesmo estando comigo.

domingo, 3 de julho de 2011

hoje fiquei feliz.
minhas loucuras intrépidas romperam as barreiras do blog e virou algo
que jamais imaginei: música.
graças ao erik rizzato, amigo de longa data.
espero que em breve ela esteja ao alcance de todos.
sonhos ao acaso. este é o nome. a postagem que se tranformou é do dia 22 de março.

que venham outras. em breve o link da música estará aqui.