terça-feira, 19 de julho de 2011

cortei o pulso ao meio dia. três gotas de sangue sujaram o chão, que era de terra.
as gotas duraram pouco. logo veio a chuva e levou todo o mal que eu sentia, junto com aquele sangue impuro.
adormeci. o corte não foi profundo.
ouvia vozes ao longe, me gritando. não consegui ignorar.
abri os olhos e me vi correndo em minha direção.
estava desesperada, suja, sozinha. naquele momento não entendia o que estava acontecendo e me entristeci.
senti uma lágrima cair do meu olho esquerdo. resolvi fechar os olhos novamente.
acordei.

Um comentário:

André disse...

Uow!

Poesia nua e crua.

Curti!

=)