quarta-feira, 21 de setembro de 2011

a tristeza vive em mim. em cada parte.
ela resolveu habitar meu ser. minha mente.
sorrio sempre. quase que o dia todo.
as pessoas se sentem bem com isso.
ninguém gosta de lágrimas, de pessoas choramingando o inferno em que vive.
cada um que cuide do seu mal. a infelicidade e a felicidade não podem ser compartilhadas.
nem o amor.
são sentimentos sós. a solidão me faz um bem danado.
vivo no silêncio dos meus pensamentos.
moro em minha bagunça.
vivo em mim.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

 “Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O ‘amar os outros’ é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca [...].”
Clarice Lispector

está aí outra pessoa que eu seria. me inspira imensamente.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

hoje acordei com um nó na garganta. com um nó no coração. no meio do peito.
acordei com saudade de lembranças que tinha. de vontades inalcançáveis.
de viver uma vida incrível, com pessoas incríveis, sem preocupações.
quando se é criança, a percepção da vida é totalmente diferente, as vontades mudam com o tempo.
até pouco tempo atrás, tinha certeza absoluta para onde estava indo.
agora, quanto mais o tempo passa, mais incertezas aparecem a minha frente.
não sei se estou certa. não sei se se sigo a cabeça ou o coração.
velha encruzilhada.
tento viver cada dia de uma vez. crio estórias em minha cabeça. com pessoas reais.
que não se lembram mais de mim. vivo flutuando entre a realidade e a vaidade.
entre o bem e o mal. entre o querer e o viver.
e esta realidade artificial está me demolindo. quero viver o que está em minha cabeça.
fecho os olhos e me vejo feliz. abro-os, e vejo no espelho meu sorriso de mentira, atrás das lágrimas.

hoje acordei com saudade do impossível. do que nunca terei. a escolha já foi feita.
não podemos escolher o que sentimos. não me arrependo de sentí-los. não me arrependo de nada que tenha feito. só queria tê-los vivido de outra maneira. mais verdadeira. mas hoje sou o que sou. sem virgulas nem pontos. só um emaranhado de palavras e sentidos (ou a falta deles)
sou o que sonho? não, sou o que vivo.



sábado, 3 de setembro de 2011

mais um sábado. mais uma semana. mais um bem-me-quer-mal-me-quer.
mais um cansaço. mais um sorriso.
mais uma lágrima. mais uma discussão. mais uma contradição. mais um não.
mais um talvez. mais uma ilusão.
mais um sonho. mais um sim. mais uma verdade.
mais um dia qualquer, de mentira.
mais um pensamento plastificado.
mais uma canção tocada.
menos um pôr do sol. menos uma noite.
menos um dia.
menos de mim.