quarta-feira, 28 de maio de 2014

flores aos pedaços.
pétalas rasgadas, banhadas ao sol.
moram agora na capa de um livro, adormecidas em uma estante.
com palavras ilegíveis.
pétalas em preto e branco.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

tardes de outono, frias e cinzentas.
crio meu próprio mundo.
vivo num lugar habitado por meus sonhos.
longe de toda lógica.

se o vento muda, muda a vida.
se a lua chega, o medo vai.
viro outra pessoa, quando muda o sol.
 o caos existe para não ser reparado.
o que entristece é a beleza, que corta os pulsos por perfeição.
megera razão, que absorve o caos.
e que remonta o dia de outono.
que amanha será frio.  

sexta-feira, 2 de maio de 2014

nestes dias tenho pensado na vida.
e pensar na vida é bom, em certo momento.
pensar e viver, claro.
penso no futuro, e no que farei.
no que nós faremos.
tenho preferido, há cada dia mais, ficar em casa.
lá, hoje, é meu quarto.
que antes era minha casa.
o certo é que hoje eu tenho mais espaço.
mais salas. mais paredes. mais flores.
mas canecas. mais panelas.
mais o tico.
penso, e gosto a cada dia, do amanhã.
do que está por vir.
atropelos existem.
pedras existem.
existe a ordem.
existe a água.
e existe a minha vida, de cada dia.
para ser pensada, vivida e refletida.